Objetivo
Desenvolver e
resgatar as relações cívicas é proporcionar o desenvolvimento de cidadania na
criança e no adolescente é sobretudo valorizar e evidenciar o nosso
patriotismo.
A Revolução
Constitucionalista representa a ruptura de uma herança de um período Monárquico
e fundamenta-se na República, jovens idealistas levaram para o povo o sentido
de liberdade a qual só poderia acontecer através de uma Constituição que
levaria a nação ter seus deveres e direitos de cidadania e diante deste
episódio da nossa história, a mulher conquistou o direito da voto e hoje a nossa atual constituição ainda vimos
que está embasada nos princípios da Constituição de 34, conquistada através de
lutas e grandes ideais.
No Brasil, o termo foi utilizado em referência ao período
da República Velha, época da
chamada “política
café-com-leite” (1889-1930).
O paulista Prudente
de Morais foi o primeiro presidente civil da Primeira
República. Sua eleição encerra o período dos governos
provisórios dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e marca o
início do predomínio da oligarquia cafeicultora no poder.
Nesse período, os “coronéis” de São Paulo e Minas Gerais
faziam um revezamento no comando do Brasil, estabelecendo, dessa forma, uma
oligarquia. Esses “coronéis” eram os grandes cafeicultores de Minas Gerais e os
grandes pecuaristas, produtores de leite, em São Paulo. O PRP (Partido
Republicano Paulista) e o PRM (Partido Republicano Mineiro) controlavam as eleições, e alternadamente elegiam o presidente
da República, civis ligados ao setor agrário. As políticas nesse período
favoreciam o setor agrícola, sobretudo o café (os fazendeiros paulistas) e o
leite (os produtores mineiros), daí o nome “política café-com-leite”.
Embora tais políticas tenham favorecido o
crescimento da agropecuária na região Sudeste, a mais rica do país, as demais
regiões do Brasil foram prejudicadas pelo pouco investimento, sendo
que as regiões centro-oeste, norte e nordeste sofreram com o agravamento de
seus problemas sociais.
9 de Julho de 1932.
Explode em São Paulo uma
revolta contra o presidente Getúlio Vargas. Tropas federais
são enviadas para conter a rebelião. As forças paulistas lutam contra o
exército durante três meses. O episódio fica conhecido como a Revolução
Constitucionalista de 1932.
Getúlio em Itararé, após a Revolução
(em todas as cidades aconteceram adesões ao getulismo)
Em 1930, uma
revolução derrubava o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São
Paulo. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório,
mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas,
desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos
Estados foram depostos. Para suas funções , Vargas nomeou interventores. A
política centralizadora de Vargas desagrada as oligarquias estaduais,
especialmente as de São Paulo. As elites políticas, do Estado economicamente
mais importante, sentem-se prejudicadas. E os liberais reivindicam a realização
de eleições e o fim do governo provisório. O governo Vargas reconhece
oficialmente os sindicatos dos operários, legaliza o Partido Comunista e apóia
um aumento no salário dos trabalhadores. Estas medidas irritam ainda mais as
elites paulistas. Em 1932, uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores no Estado.
Preocupados, empresários e latifundiários de São Paulo se unem contra Vargas.
Os tenentes diziam que era
necessário um política centralizadora e estável no governo federal, dissociando do ponto de vista do liberais.
No dia 23 de maio é realizado
um comício reivindicando uma nova constituição para o Brasil. O comício termina
em conflitos armados. Quatro estudantes morrem: Martins, Miragaia, Dráuzio e
Camargo.
As iniciais de seus nomes
formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução. E em
julho, explode a revolta. As tropas rebeldes se espalham pela cidade de São
Paulo e ocupam as ruas. A imprensa paulista defende a
causa dos revoltosos. No rádio, o entusiasmo de Cesar Ladeira faz dele o
locutor oficial da Revolução Constitucionalista. Uma intensa campanha de
mobilização é acionada.
Sociedade paulista movimenta-se em apoio à revolução
Quando se inicia o levante,
uma muldidão sai às ruas em seu apoio. Tropas paulistas são enviadas para os
fronts em todo o Estado. Mas as tropas federais são mais numerosas e bem
equipadas. Aviões são usados para bombardear cidades do interior paulista. 35
mil homens de São Paulo enfrentam um contingente de 100 mil soldados. Os
revoltosos esperavam a adesão de outros Estados, o que não aconteceu.
Em outubro de 32, após três
meses de luta, os paulistas se rendem. Prisões, cassações e deportações se seguem
à capitulação. Estatísticas oficiais apontam 830 mortos. Estima-se que centenas
a mais de pessoas morreram sem constar dos registros oficiais. A Revolução
Constitucionalista de 1932, foi o maior confronto militar no Brasil no século
XX. Apesar da derrota paulista em sua luta por uma constituição, dois anos
depois da revolução, em 1934, uma assembéia eleita pelo povo promulga a nova
Carta Magna.
O Monumento
No concurso aberto
para construção do monumento "Mausoléu do Soldado Constitucionalista de
32" (Obelisco), obteve o primeiro lugar o projeto deGalileu Emendabile,
escultor italiano; o engenheiro Mário Pucci
foi o responsável pela parte técnica das obras do monumento.
Esse monumento
compõe-se de um obelisco de mármore travertino romano e de uma cripta, em
formato de cruz grega. O viaduto que contorna o monumento aos heróis da Revolução
de 32, e ainda o que fica próximo ao Pavilhão daBienal,
receberam nomes bastante significativos aos paulistas que veneram os heróis da
epopéia de 1932; o general Euclides Figueiredo e o general Júlio Marcondes
Salgado.
Teve como contexto
político e social a Revolução de 1932. Os reconstitucionalistas, formados por
paulistas civis e parte dos militares, brigavam por autonomia política e uma
nova constituição contra os legalistas federais, ligados ao governo Vargas. O
estopim da revolução acontece em 23 de maio, mas ela só será irrompida em 9 de
julho de 1932. Emendabili construiu o obelisco com 72 metros de altura e
esculturas em alto-relevo aplicadas nas faces. Apesar de ter sido inaugurado em
9 de julho de 1955, próximo ao parque do Ibirapuera, o monumento só foi concluído
em 1970.
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